Saturday, November 23, 2013

Pleiteando o Fim da Extinção (da série Modélo com Modêlo)


Pleiteando o Fim da Extinção

 

No livro de Philip Stokes Os 100 Pensadores Essenciais da Filosofia, Rio de Janeiro, Difel, 2012 (original de 2002) o autor diz na página 234 (no capítulo sobre Charles Robert Darwin, 1809-1892):

“O cenário da teoria evolucionista repousa na obra de Thomas Malthus sobre a explosão populacional. Malthus notou que, A FIM DE EVITAR A EXTINÇÃO, UMA POPULAÇÃO PRECISA EXPANDIR-SE CONTINUAMENTE. No entanto, inevitavelmente chegará um momento em que a população excederá os recursos disponíveis”. Maiúsculas minhas, pois essa frase é importantíssima, fundamental.

Como falam pouco de Malthus, já que quase todos o vêem como um catastrofista (inclusive eu), nunca tinha lido essa interpretação.

THOMAS VISUAL

hojontem
 
 
 
Todos os “ontens” que vieram dar no hoje.
hoje
PRECUSSOR
TRANSFORMAÇÕES
LIMIAR
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Descrição: http://www.pick-upau.org.br/panorama/2002/10_outubro/populacao_03.jpg
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O teste se dá em cada hoje, no presente, como já vimos. Não existindo nem passado nem futuro o que há mesmo é o horizonte de simultaneidades HS, o horizonte espaçotemporal de Planck tempo-velocidade-espaço (10-44 s)(108 m/s)(10-35 m).

Então, EM CADA HOJE, em cada pontinstante, em cada tempolugar, em cada espaçotempo ou tempespaço o que se está pleiteando é a não-extinção; não é a continuação, porque não há para onde continuar, a menos que não se seja extinto; automaticamente em cada pontinstante seguinte quem não foi extinto continuou.

A cada infinitésimo de tempespaço o que se pleiteia é o fim da extinção que ameaçava anteriormente; porém entramos em cada momento novo, novamente, em luta-cooperação por mais um instante.

Se sobrevivermos ao instante–presente colocar-se-á a tensão seguinte, o embate seguinte. E nós fazemos isso nos expandindo CONTINUAMENTE, sem esmorecermos nem um minuto, sem nunca podermos fraquejar. A luta-cooperação é contínua, é ela que subsiste, são os que lutam-cooperam que se plenificam se mantendo vivos e íntegro-ampliados.

Como a Rainha Louca em Alice no País das Maravilhas: não é possível parar. Se alguém para, recua, se recua entra no passado, morre.

A RAINHA NÃO ERA NADA LOUCA (era uma lutador-cooperadora no topo da cadeia alimentar de subsistência) – uma malthusiana interessada em manter o equilíbrio populacional (quase como o Clube de Roma; a loucura deles não é ver ESSA solução, é não ver a solução do amor). Além disso, ela é autoritária e há quem goste; alguns a indicariam ao Autoritarismo de Ouro, que premia as ditaduras.

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Rainha de Copas (personagem)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
John Tenniel's Ilustração do Rei e da RAINHA DE COPAS no julgamento do Valete de Copas.
 
A Rainha de Copas é uma personagem que aparece nos capítulos finais do livro Alice no País das Maravilhas. Tem um pavio curtíssimo, é autoritária e responde a qualquer sinal mínimo de desrespeito com a pena de decapitação, pelos quais é famosa. No entanto, o Grifo (outro personagem da história) diz que isso é apenas fantasia e que ninguém é realmente decapitado.
 
Participação na trama
Alice é recomendada por três cartas pintando rosas (para que fiquem da cor certa para a rainha) a jogar-se ao chão de bruços a fim evitar o confronto com a rainha. Alice ignora este conselho, pois nunca viu a Rainha.
Quando a rainha chega e pergunta a Alice quem está deitado na terra (já que as partes traseiras das cartas são idênticas), Alice diz-lhe que não sabe. A rainha então fica frustrada e ordena que cortem a cabeça de Alice, mas seu marido comparativamente moderado convence-a a desistir, lembrando-lhe que Alice é apenas uma criança.
Geralmente, entretanto, a rainha exige que tudo seja perfeito, e, se por alguma razão qualquer, algo vai errado, pode-se ter certeza que algum envolvido será decapitado. Por exemplo:
A rainha tinha somente um modo de resolver todas as dificuldades, grandes ou pequenas. “cortem com sua cabeça!” disse, sem mesmo olhar em volta.
Um dos passatempos da rainha além de requisitar execuções é croquet, porém é o croquet do País das Maravilhas é diferente. As bolas são ouriços vivos e os tacos são flamingos. Presumivelmente o objetivo do sistema seria que os flamingos acertassem as bolas (ouriços) com seu bico pontudo, mas, como Alice observa, isso complica-se pelo fato de os flamingos se voltarem para os jogadores, e também pela tendência dos ouriços de sair rolando sem esperar ser acertados. Os soldados da rainha agem como os arcos nas terras do croquet, mas têm que parar de ser arcos cada vez que a rainha requisita uma execução a fim de arrastar a vítima até outro lugar, de modo que, no fim do jogo na história, os únicos jogadores que sobram ficam sendo a própria rainha, o rei e a Alice.
Apesar da freqüência das sentenças de morte, poucas pessoas apareceriam realmente decapitadas. O rei de Copas silenciosamente perdoa muitos condenados quando a rainha não está olhando, e seus soldados a humorizam mas não obedecem as ordens. Não obstante, todas as criaturas no País das Maravilhas temem a rainha. Nos capítulos finais, a rainha sentencia Alice outra vez (por defender o valete de copas) e oferece uma visão interessante da justiça: sentença antes do veredicto.

Se valer para o sim, valerá para o não, mudando-se o sinal para negativo: tudo que impeça a contínua expansão faz recuar no sentido da extinção, quer dizer, para o passado. Todas as sobreafirmações ou superafirmações ou doutrinas conduzirão ao passado, por exemplo, o homossexualismo (superafirmação do homossexual), o materialismo (sobreafirmação da dominância do material), o idealismo (a doutrina da dominância da ideia) e todos os extremos.

Parar significará, como já disse, que a coletividade está sendo ameaçada em sua continuidade, que ela está enfraquecida, que balança em seu poder diminuído, que ela está pronta a capitular e ser conquistada, subsistindo outra expansão mais apta tanto em luta quanto em cooperação.

COOPERA-LUTA

LUTA
COOPERAÇÃO
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O banquete dos ricos nem foi aqui nem nessa hora.
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Ninguém ainda escreveu um livro sobre a cooperação pela sobrevivência.
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O terceiro mundo procurando espaço.
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O calango nordestino cooperando com o fim da fome do Sudeste.

Portanto, o mote central de toda produçãorganização é a expansão contínua e é ela que trabalha contra a extinção socioeconômica (não obstante, a expansão pode ser dar para dentro, por relocação de fatores com crescimento nominal zero ou mesmo negativo em caso de superaproveitamento).

Serra, sexta-feira, 05 de outubro de 2012.

José Augusto Gava.

 

 

 

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