Solução Geral
O relato bíblico da
Criação (e todos os demais relatos) tem algo que parece verdadeiro, como várias
pessoas já analisaram, inclusive Asimov, que sugeriu serem os dias exponenciais
do tempo do universo. Seria conveniente investigar PROFUNDAMENTE e com atenção
os mitos de criação, porque imagino agora que eles reflitam a verdade do
Conhecimento (Magia-Arte, Teologia-Religião, Filosofia-Ideologia,
Ciência-Técnica e Matemática) final.
OS MITOS DA CRIAÇÃO (o bíblico embasa
o Ocidente)
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No Mito Inglês da Criação
do Mundo, todos descedem dos Vala.
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Diagrama universitário da
Criação do Mundo.
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No Mito Baiano da Criação
do Mundo, os baianos descendem dos egípcios que descendem dos atlantes que
descendem de Erich Von Daniken, quando Ele desceu ao mundo.
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No Mito Asteca da Criação
do Mundo cada um já receberia ao nascer um canivete (de menino) ou faquinha
(de menina) para estripar os outros.
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No Mito Nórdico da Criação
do Mundo Odin era socialista autocrata.
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Mito Científico da Criação do Mundo.
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Criação Bíblica
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Mito de criação
Origem:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Um mito de
criação é uma narrativa simbólica pertencente a uma cultura, tradição ou
povo, que descreve os seus mais remotos inícios, como o mundo, tal como
conhecem, se iniciou e como eles primeiro surgiram nele.[1][2][3] Mitos de criação foram desenvolvidos
nas tradições orais,[2] e a forma mais comum de mito
encontrada na cultura humana.[4][5] Nas sociedades em que são contadas,
os mitos de criação geralmente são vistos como portadores de verdades
profundas, embora não necessariamente num sentido histórico ou literal.[4] Comumente, embora não sempre, são
considerados mitos cosmogônicos - isto
é, que descrevem a ordenação do cosmo a partir de um estado
de caos ou amorfia.[6] Frequentemente são considerados
relatos sagrados, e podem ser encontrados em quase
todas as religiões conhecidas.[7]
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Mitos da criação do mundo
O mito moderno da
origem do universo é formulado em uma linguagem científica. Afirmam os
cientistas que o universo estava exprimido em um único ponto com tamanho
zero, com uma temperatura infinitamente quente. Depois de uma grande explosão
(Big Bang), uma radiação cósmica de fundo se distribuiu uniforme e
suavemente em microondas, a sopa primordial.
Esta sopa primordial
é formada principalmente de matéria escura (partículas elementares que
constituem 90% da massa do universo), misturada com alguma matéria comum,
basicamente gases de hidrogênio. Quando os átomos de hidrogênio se combinam
para formar traços de hidrogênio molecular, resfriam partes densas do gás,
que se contraem. Este resfriamento permite que a matéria comum se separe da
matéria escura. Enquanto a matéria comum se contrai na região central desta
sopa primordial, a matéria escura continua a se dispersar ao longo de um
enorme halo externo.
À medida que a
expansão continua, vai ocorrendo uma redução na temperatura da radiação e o
universo se torna mais frio e escuro, dando início a um longo período de
trevas cósmicas. Com o resfriamento, forças nucleares ou eletromagnéticas
atraem partículas que se aglutinam, detendo a expansão em algumas regiões.
Estas aglutinações colapsam, isto é, se contraem, formando caroços na sopa
primordial.
Devido à ação
gravitacional da matéria localizada fora dessas regiões, os caroços começam a
girar. Quanto mais colapsam, mais rapidamente giram, formando as protogaláxias
compostas de hidrogênio e hélio, gases que surgiram entre 100 e 250 milhões
de anos após o Big Bang, constituindo os sistemas formadores de estrelas.
Estas protogaláxias,
formadas de nuvens de gás primordial, se aglomeram nos nós da rede de
filamentos vibrantes que formava a estrutura cósmica primordial. Quando estas
nuvens de gás primordial colapsam sob sua própria gravidade, se aquecem e
iniciam reações de fusão nuclear, cujo calor é irradiado como brilho. Nascem
as primeiras estrelas. Faz-se a luz!
Mas, muito antes do
uso da linguagem científica, os seres humanos já haviam formulado seu
conhecimento da criação do mundo em uma linguagem que hoje designamos de
mitológica.
As escuras águas da não-criação
Para os egípcios, o
ato da criação configura um conjunto de eventos sincrônicos, mais do que uma
sucessão de fenômenos acontecendo em uma sequência temporal linear. Todos os
poderes preexistem de forma indefinida e não manifesta nas águas primevas,
este lugar cósmico do qual todas as expressões de vida emergem no tempo
atemporal e ao qual retornam no final de cada era.
Seu mito cosmogônico
mais antigo relata que, no começo, antes que o mundo tivesse sido formado,
existia apenas uma extensão ilimitada e informe de massa aquosa, envolvida
por uma profunda e silenciosa escuridão, que ocultava o poder invisível e
incognoscível de toda a vida. Tendo existido por toda eternidade, no silêncio
e na profundidade do abismo aquoso, os elementos primevos desta substância
primordial, por alguma razão interna, começam a interagir de forma explosiva,
até romperem todas as tensões equilibradas que restringiam seus poderes
elementares.
Diferenciando-se
nessa substância cósmica original, as forças se estruturam em quatro pares de
opostos complementares, constituídos cada um de um polo feminino serpente e
um polo masculino sapo. Enquanto os polos masculinos representam a
inconsistência líquida, o espaço em expansão, a escuridão e o oculto, os
polos femininos representam, respectivamente, a substância cósmica, a
contração no tempo, a luz que ilumina e aquilo que é visível e conhecível. Ao
vibrarem, estas forças são articuladas e o ritmo da vida é colocado em
movimento. E a partir da energia liberada dentro da matéria primitiva
revolta, ergueu-se o primeiro montículo chamado de “Ilha de Fogo”, pois foi
de seu horizonte que Ra se elevou e o universo observou o brilho mágico do
primeiro nascer do Sol.
Mãe – o oceano primordial
Mas foram os povos
agrários da Suméria que nos deixaram o mais antigo nome conhecido de uma
divindade criadora do universo. Nammu, a mãe que deu nascimento ao céu e à
terra, é descrita em alguns poucos fragmentos extremamente antigos, sendo que
o ideograma usado para seu nome significa tanto ‘mãe’ quanto ‘oceano’. Esta
mãe-oceano, diretamente associada com as águas uterinas, é o grande útero
abissal, o profundo maternal, que encontramos nos mitos de todas as grandes
culturas.
Os sumérios se
estabeleceram na região localizada entre os rios Tigre e Eufrates, na área
que hoje conhecemos como Iraque, do norte de Bagdá até o Golfo Pérsico, desde
pelo menos 4500 antes do tempo comum e lá permaneceram até serem conquistados
e assimilados pelos babilônios, três mil anos depois. Sua existência, língua,
cultura, religião e organização social é amplamente documentada em textos
inscritos em tabuletas de argila, que foram desenterradas das areias do
deserto arábico.
Em sua cosmologia,
encontramos o oceano primordial como a causa primeira, em que foi engendrado
o universo. Céu (An) e Terra (Ki) ainda se encontravam
intimamente entrelaçados no útero de sua mãe Nammu, quando de seu abraço
amoroso surgiu uma substância etérea chamada de lil. Significando algo
como vento, respiração ou espírito, esta palavra se aproxima do nosso
conceito de ‘atmosfera’. Depois do primogênito Enlil (o Senhor Vento),
foram surgindo os demais elementos do mundo criado, incluindo os seres
humanos. Todos eles constituem a prole de An-Ki, o universo engendrado nas
profundas e férteis águas do oceano primordial. Expandindo-se e entreabrindo-se,
Nammu deu passagem aos elementos que compõem o cosmos. Como a mãe do
universo, ela é atemporal como a própria vida e sua presença subjaz a tudo
que existe. Para os sumérios, Ela é a origem de todas as divindades.
Esta Deusa Mãe
Primordial provavelmente não era experimentada como um ser personificado, mas
como uma força que atuava através de tudo que é vivo. Assim é que ela pode
ser a terra ou o céu, as águas celestes ou terrestres, a montanha ou a
caverna, os rios ou o oceano, as estrelas, o sol, a lua. Ou talvez ela seja
tudo isto reunido.
A metáfora do parir
O filósofo grego
Thales de Mileto chamou estas águas de arché, a “causa primeira no
começo de todas as coisas”. Em seu sentido de começo, origem, arché
compõe palavras como arcaico e arquétipo. E é neste sentido que
entra na composição da palavra matriarcado, que deve ser lida como “na
origem, a mãe”.
Um mito dos
habitantes pré-helênicos da Grécia, os pelasgos, nos fala de Eurínome, a
Deusa de Todas as Coisas, que surgiu nua do Caos e, não encontrando lugar
para apoiar seus pés, separou o mar do céu e dançou solitária nas ondas. Nas
palavras de Robert Graves, ela dançou em direção ao sul e o vento posto em
movimento atrás dela pareceu-lhe algo novo e separado, com o que iniciar um
trabalho de criação. Virando-se, ela segurou este vento norte e o esfregou
entre as mãos, fazendo surgir a serpente Ófion que, vendo a deusa dançar para
se aquecer, excitou-se e se enrolou em volta dela, fecundando-a.
Assumindo a forma de
pomba, Eurínome pariu um ovo que, a seu pedido, foi chocado por Ófion, até se
romper e deixar emergir todas as coisas que existem: sol, lua, estrelas,
planetas, a terra com suas montanhas, rios, plantas e criaturas viventes,
todas elas a prole da deusa.
Foram os gregos que
denominaram esta unidade primordial de Caos, palavra que se origina do grego khaos,
significando fender-se, dividir-se em dois, entreabrir-se, referindo-se
simultaneamente ao estado primevo da existência e à força que causa a sua
separação. Ao fender-se sob a ação do próprio impulso, a unidade inicial
produz o vazio escancarado, semelhante ao que surge quando a boca se abre num
bocejo. Quando esta força se fende e se divide em dois, surge um imenso
espaço vazio, do qual emerge o cosmos organizado.
E assim como todo
animal emerge do interior aquoso do corpo da fêmea, o mundo criado também foi
entendido como tendo nascido do oceano-útero cósmico, razão pela qual
encontramos o tema das águas primordiais como origem da vida.
O desmembramento no lugar do parir
Os chineses iniciam
seu relato sobre a criação do mundo afirmando que, no começo, não havia nada.
Longas eras se passaram. Então o nada se tornou algo. E continuam sua
história explicando que este algo tinha uma unidade que, passadas outras
longas eras, dividiu-se em dois: uma parte feminina, outra masculina. Estas
duas partes, num trabalho conjunto, produziram o primeiro ser, nomeado Pan Gu
(Antiguidade Enrolada).
Vamos encontrar
Pan-Gu no mito chinês da criação, que data do terceiro milênio anterior ao
tempo comum. Este mito fala de uma época em que o céu e a terra existiam
inextricavelmente entrelaçados, como um ovo de galinha, no qual foi concebido
Pan-Gu. Depois de 18.000 anos, esta massa incipiente se entreabriu, o que era
claro e leve formou o Céu, o que era escuro e pesado formou a Terra.
Depois disto,
durante outros 18.000 anos, o céu aumentava diariamente dez pés em altura, a
terra aumentava diariamente dez pés em espessura. E Pan-Gu, entre os dois,
aumentava diariamente dez pés em tamanho. Foi assim que Céu e Terra se
tornaram separados pela sua distância atual de 90 li.
A história continua
em textos posteriores, datando do terceiro século do nosso tempo. Com a morte
de Pan-Gu, sua respiração se tornou o vento e as nuvens, sua voz o trovão,
seus olhos esquerdo e direito respectivamente o sol e a lua; seus quatro
membros e cinco extremidades formaram os quatro quadrantes da terra e as
cinco grandes montanhas, enquanto seu sangue formou os rios; seus músculos e
veias, os estratos da terra, sua carne o solo, seu cabelo e barba as
constelações, sua pele e pelo corporal as plantas e as árvores, seus dentes e
ossos os metais e as pedras, seu tutano o ouro e as pedras preciosas, e seu
suor a chuva. Os parasitas em seu corpo, impregnados pelo vento, tornaram-se
os seres humanos.
Uma história
semelhante é narrada na Edda Poética dos povos nórdicos, uma coletânea
de hinos que remontam aos vikings e foram registrados por Snorri Sturluson no
século XIII do nosso tempo. Em A Profecia da Sábia (Voluspá),
ouvimos que, em tempos remotos, não havia nada, nem areia nem mar,
nem as ondas geladas, nem terra alguma, nem os céus elevados, só o Grande
Vazio e nada crescia em lugar algum. Um universo, metade gelado e metade
quente e abrasador, envolvia este grande vazio, no qual um rio desaguou e
congelou na superfície, formando um alicerce. Onde o frio e o quente se
encontraram, a geada começou a derreter e suas gotas precipitadas pelo calor
formaram Ymir, o gigante de gelo. Da carne de Ymir foi moldado o mundo, de
seu sangue surgiu o mar, os penhascos de seus ossos e as árvores de seus
cabelos, sua cabeça formando a abóbada celestial.
Mas vem da
Mesopotâmia o mito da criação que relata como o universo deixou de emergir do
útero da deusa primordial, para ser feito do desmembramento da grande
serpente-dragão Tiamat.
Quando as alturas do
céu e as profundezas da terra ainda não haviam sido nomeadas e as águas doces
(Apsu, o pai) ainda estavam misturadas com as águas salgadas (Tiamat, a mãe),
quando nenhum campo ou pântano estava formado e nem deuses existiam, então os
grandes deuses foram criados no interior do par primordial. Mas as novas
gerações de deuses começaram a perturbar o sossego de Apsu, que decidiu
destruí-los, apesar da oposição de Tiamat.
Os deuses mais
jovens, contudo, se inteiraram do plano e o mataram, assumindo o comando.
Marduk, o jovem deus da próxima geração, nutrido nos seios de deusas,
mostrou-se um líder desde o início e os deuses lhe concederam a soberania
sobre o mundo. De posse do cetro, do trono, do anel e do raio como arma
invencível, Marduk partiu para combater Tiamat.
Tendo matado Tiamat,
Marduk repartiu seu corpo como um marisco, uma metade formando o céu e a
outra, tornando-se a terra. Erguendo uma montanha sobre a cabeça de Tiamat,
furou seus olhos para formar as fontes do Tigre e Eufrates. Ergueu montanhas
similares sobre seus seios, que furou para fazer os rios das montanhas
orientais que fluem para dentro do Tigre.
Isto faz do épico
babilônico Enuma Elish , narrado em uma tabuleta de argila datada de
aproximadamente 1580 antes do tempo comum, a origem de todos os mitos de
cunho heroico, em que o herói combate e vence as forças originais, entendidas
como o caos primordial, para estabelecer uma nova ordem, a ordem patriarcal.
Todos os mitos sobre
a criação do mundo partem da ideia de uma unidade primordial que se abre,
divide ou explode, seja por um movimento intrínseco ou desígnio próprio, seja
por intervenção exterior. O processo que se inicia nesta unidade primordial é
descrito com metáforas que remetem ao processo de gestação e nascimento,
eventos que ocorrem no interior das fêmeas, onde se inicia o processo da
vida. Por isto, na origem está sempre o vazio, o caos, o grande abissal, as
águas primordiais, o espaço cósmico que denominamos de Grande Mãe.
Monika von Koss em
abril de 2010
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Devem ser centenas,
milhares, cada qual com uma pontinha da verdade tecnocientífica
(físico-química, biológica-p.2, psicológica-p.3, informacional-p.4,
cosmológica-p.5, dialógica-p.6). São retalhos de uma futura colcha LÓGICA-DIALÓGICAMENTE
RECONSTITUÍDA.
Penso que eles
IMPREGNAM as mentes racionais e cada um de nós vê um pedaço da construção final
racional-deste-universo, que é um dos moldes tornados verdadeiros, uma das
possibilidades totais, a que se tornou provável e real, realizada aqui. Os
mitos sobreviventes são os mais convincentes, visões unilaterais que
sobrepujaram as demais.
A SOLUÇÃO FINAL
onde TODOS OS POSSÍVEIS poderiam ser visualizados em Deus possibilita todos os
cursos-de-ação dos universos, por exemplo, o deste em que estamos realmente.
Este Uo
é apenas a So, uma das Si que possibilitam os Ui.
Nós podemos
raciocinar porque o universo onde estamos é consistente dialógicamente-p.6 com
as possibilidades consistentes EM TERMO, quer dizer, terminalmente. Nos mundos
não-consistentes a percepção não seria possível, o que responde a Einstein. A
visão ser consistente já diz que o universo é consistente e vice-versa.
Neste mundo
consistente podemos perceber a consistência, o que não garante que possamos
prosseguir, quer dizer, que em cada bifurcação possamos fazer as escolhas
corretas, porque agora sabemos, sem sombra de dúvidas, que nenhum racional
chegará ao fim; que sequer um poderá chegar a Deus se ele não o puxar. Nenhum
racional tem chance de chegar ao limiar E DAR O SALTO. Sempre fracassará em
algum ponto do caminho. A questão é saber quão longe irá.
Serra,
quarta-feira, 10 de outubro de 2012.
José Augusto Gava.









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