Transformações
Estou envolvido há
muito tempo com os raciocínios sobre espaço e tempo e já avançamos várias
qualificações.
NÃO EXISTE PASSADO E NÃO EXISTE FUTURO
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POSTULAÇÃO
ANTERIOR
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PASSADO
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PRESENTE
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FUTURO
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Este existe no
tempo mínimo de 10-44 s, no espaço mínimo de 10-35 m,
na velocidade da luz no vácuo, 108 m/s.
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POSTULAÇÃO ATUAL
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O que há são
lembranças, todas dentro do presente.
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Está por decidir,
tudo depende do presente.
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PRESENTE
(na finíssima
linha-pulsação do HS Horizonte de Simultaneidades, espaçotempo de Planck)
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Como vimos no
artigo deste livro Primeiros Momentos,
o real-virtual é o que subsiste NA DECISÃO: quando o agente decide, cancelando
todos os potenciais, o real do racional-natural coincide em cada tempolugar com
o virtual de Deus em Deus-i-Natureza.
As pessoas
confundem a memória que remanesce com linha-de-tempo, parecendo-lhes que há
algo como o tempo, continuidade. Se não tivéssemos memória jamais pensaríamos
em “ontem” (o hoje-ontem que deixou de ser) ou “agora há pouco”, vindo daí todas
as confusões, pois não existe um ontem-domingo, o que existe é um hoje-segunda,
pois o hoje-domingo já exerceu suas potencialidades.
Não há qualquer
ontem, nem haverá qualquer amanhã.
O hoje-ontem foi
quando aconteceu como hoje e o hoje-amanhã será quanto acontecer (se
acontecer).
Já discorri
extensamente sobre isso de variados modos.
Agora devemos nos
ater a outra explicação.
O que há são
transformações.
Se T é mudado em T’
houve transformação e disso inferiremos que passou o tempo, chamaremos T passado
e T’ presente, supondo por indução que vá haver um T’’, nada nos
garantindo isso. Em tese, se houvesse só um T’, ele poderia decrescer (ou
crescer) para T ou crescer (decrescer) para T’’, de modo que nunca poderíamos
dizer que há passado-memória ou futuro-expectativa. Acontece que há “infinitas”
p partículas, todas pulsando no HS, todas relacionadas, razão pela qual as
T-transformações apontam uma transformação-conjunta que se nega a decrescer, só
cresce (em termos antigos, “vai para o futuro” – é porisso que o copo ao
quebrar não pode “desquebrar”, o que chamam na física de entropia, aumento da
desordem, o que é um termo infeliz, pois nos pares polares
oposto-complementares as coisas não são ordenadas ou desordenadas, são ambas).
Uma T’
transformação, depois de ocorrida, não “destransforma” para a anterior, sofre
outra transformação para T’’ e vai compondo.
TEORIA
DAS TRANSFORMAÇÕES (é a mesma teoria da informação: informar é
transformar, porisso todo transformar é educar; e todo deseducar também é educar,
assim como educar é deseducar em relação às coisas que você desaprova no
educando, o submetido à domesticação educativa)
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Serra,
segunda-feira, 01 de outubro de 2012.
José Augusto Gava.




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