Saturday, November 23, 2013

Transformações (da série Modélo com Modêlo)


Transformações

 

Estou envolvido há muito tempo com os raciocínios sobre espaço e tempo e já avançamos várias qualificações.

NÃO EXISTE PASSADO E NÃO EXISTE FUTURO

POSTULAÇÃO ANTERIOR
PASSADO
PRESENTE
FUTURO
 
Este existe no tempo mínimo de 10-44 s, no espaço mínimo de 10-35 m, na velocidade da luz no vácuo, 108 m/s.
POSTULAÇÃO ATUAL
O que há são lembranças, todas dentro do presente.
Está por decidir, tudo depende do presente.
 
PRESENTE
(na finíssima linha-pulsação do HS Horizonte de Simultaneidades, espaçotempo de Planck)
 

Como vimos no artigo deste livro Primeiros Momentos, o real-virtual é o que subsiste NA DECISÃO: quando o agente decide, cancelando todos os potenciais, o real do racional-natural coincide em cada tempolugar com o virtual de Deus em Deus-i-Natureza.

As pessoas confundem a memória que remanesce com linha-de-tempo, parecendo-lhes que há algo como o tempo, continuidade. Se não tivéssemos memória jamais pensaríamos em “ontem” (o hoje-ontem que deixou de ser) ou “agora há pouco”, vindo daí todas as confusões, pois não existe um ontem-domingo, o que existe é um hoje-segunda, pois o hoje-domingo já exerceu suas potencialidades.

Não há qualquer ontem, nem haverá qualquer amanhã.

O hoje-ontem foi quando aconteceu como hoje e o hoje-amanhã será quanto acontecer (se acontecer).

Já discorri extensamente sobre isso de variados modos.

Agora devemos nos ater a outra explicação.

O que há são transformações.

Se T é mudado em T houve transformação e disso inferiremos que passou o tempo, chamaremos T passado e T presente, supondo por indução que vá haver um T’’, nada nos garantindo isso. Em tese, se houvesse só um T’, ele poderia decrescer (ou crescer) para T ou crescer (decrescer) para T’’, de modo que nunca poderíamos dizer que há passado-memória ou futuro-expectativa. Acontece que há “infinitas” p partículas, todas pulsando no HS, todas relacionadas, razão pela qual as T-transformações apontam uma transformação-conjunta que se nega a decrescer, só cresce (em termos antigos, “vai para o futuro” – é porisso que o copo ao quebrar não pode “desquebrar”, o que chamam na física de entropia, aumento da desordem, o que é um termo infeliz, pois nos pares polares oposto-complementares as coisas não são ordenadas ou desordenadas, são ambas).

Uma T’ transformação, depois de ocorrida, não “destransforma” para a anterior, sofre outra transformação para T’’ e vai compondo.

TEORIA DAS TRANSFORMAÇÕES (é a mesma teoria da informação: informar é transformar, porisso todo transformar é educar; e todo deseducar também é educar, assim como educar é deseducar em relação às coisas que você desaprova no educando, o submetido à domesticação educativa)

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Serra, segunda-feira, 01 de outubro de 2012.

José Augusto Gava.

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