Fixador
Antigamente
era o laquê que fazia as cabeças das mulheres, hoje existe quantidade MUITO
MAIOR de coisas, milhares, dezenas de milhares (elas só não compram mais porque
consome o dinheiro da estabilidade).
Sendo a auto
veneração tão aguda em nosso mundo, descontando a evidenciação (pelos outros) e
a auto evidenciação (por si mesmo) – poder, riqueza, beleza, fama -, o que leva
as pessoas, tanto homens quanto mulheres, a contrariarem seus interesses
diretos da Baixa Eslobóvia (o lado inferior de cada um, veja Ferdinando
Buscapé, de Al Capp)?
Por quê
nasce qualquer “pensamento superior” em nós?
Se fosse só
“luta pela sobrevivência do mais apto” que, como já mostrei, leva
inexoravelmente à extinção, nada faríamos. O grande motivador é o amor.
Que outra
razão faz santos se devotarem pela emoção e os sábios pela racionalidade dia
após dia, noite após noite, pensando e pensando soluções para outras PESSOAS
(indivíduos, famílias, grupos, empresas) e AMBIENTES (cidades-municípios,
estados, nações, mundo)?
HÁ VÁRIAS RAZÕES
1)
A sustentação de si e dos seus (filhos,
esposa, amigos nas rodas de bar – é 50/50, mas há os seus 50);
2)
A competição por proeminência no grupo e na
instituição (universidade, empresa, governo);
3)
Como diz o povo jocosamente, “querer
aparecer” para a coletividade;
4)
A aceitação em toda parte;
5)
Muitas outras (valeria bem a pena fazer livro
explorando isso – mais uma vez os psicólogos ficaram para trás).
O que verdadeiramente
fixa a mente nesses compromissos, o que torna a pessoa empenhada e superempenhada?
Em meu caso especial (de que posso falar sem pedir dificilmente administrável
licença a ninguém), por quê passar - 46 anos já - décadas pensando a solução
geral potencial? Quando as pessoas estão na praia, viajando, comprando,
transando, comendo e bebendo, se divertindo, conversando com os amigos, estou
em casa DEPOIS DE APOSENTADO escrevendo ainda dia de semana, feriado, sábado e
domingo, quase todos os dias da vida.
No meu caso
aquelas motivações acima não são válidas - estou em férias permanentes -, até
porque as pessoas não leem os textos, não perguntam, não contestam nem afirmam.
Ah, é a
ideia de estar solucionando, de realizar o esforço constante de colocar o funil
diante do rosto e pensar demoradamente sobre uma questão, buscando resolvê-la;
é a concentração necessária para vencer o desafio, apresentar a chave que abre,
mais do que beneficiar a qualquer um (não sabemos realmente se vai acontecer) e
DEFINITIVAMENTE MAIS que auferir qualquer lucro pessoal ou coletivo - é escalar
a dificuldade, cravar a bandeira no topo (não se trata de chegar antes, pode
ser re-solução, nem de ir mais alto ou qualquer coisa assim): o fixador de
nossas mentes-cabeças é A DIFICULDADE.
E é esse o
motivador geral, inclusive para a Escola e o Ensinaprendizado. É a dificuldade
que você leva a toda parte.
Serra,
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015.
GAVA.
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