Sunday, September 01, 2013

Céulestial (da série Ah Se Eu Te Conto)

Céulestial

Quando o coisinha chegou ao Céu deparou com uma fila imensa, fila única que não dava para furar, o que era costume dos brasileiros. Nem tinha também atendimento preferencial ou prioritário porque ao morrer as almas não levavam os defeitos terrenos físicos, embora devessem com suas memórias contar elas mesmas seus pecados. Não tinha atendimento especial para grávidas, idosos, deficientes nem nada, porque a constituição do Céu valia mesmo, ao contrário da brasileira (no Brasil poderiam oferecer bancos a essas pessoas, mas optaram por ferir a constituição).
Ficou na fila um tempão. Uma eternidade, mas lá o tempo não contava em relógio. Finalmente foi atendido, quer dizer, quase foi, porque (como já expliquei) sendo horário bancário e tendo terminado as fichas ficou para o dia seguinte. Eles dormiram ali mesmo, bem acomodados nas nuvens.
No dia seguinte, foi o segundo.
- Bom dia, seu anjo.
- Bom dia, Coisinha (já tá tentando agradar pra ver se pega um bom lugar).
- Que é?
- Nada, não.
- E aí, já sabe pra onde vou?
- Bom, já que você tá aqui com certeza já passou pela triagem, não vai nem pro Purgatório nem pro Inferno.
- Certo, muito bom, mas em que pedacinho do Céu eu me encaixo?
- Já que você está dentro dos muros internos, pra periferia do Céu não vai, deve ser um dos bairros dos médio-altos, eu acho.
- E aquela montanha lá?
- Ham. Aquela lá é vedada, coisa do Altíssimo. Lá nas grimpas fica a residência dele.
- Ah, Altíssimo não era só adjetivo?
PORTEIRO (assombradíssimo, erguendo as sobrancelhas acentuadamente) – tá de brincadeira comigo?
COISINHA – não, seu guarda, nem de longe. Então Altíssimo é lá no alto mesmo. E as mais de baixo?
A HIERAQUIA DOS ANJOS
Ministros e chefes de gabinete e coisa e tal.

PORTEIRO (com desprezo) – nem pensar. Você acha que é só você? Que vai chegar atrasado e já vai pegar janela no ônibus?
COISINHA – não, seu guarda, não quis ofender. O senhor já esteve lá?
PORTEIRO (sonhador) – já. Uma vez só, quando um arquigeneral ia passando e me chamou para levar umas coisas pesadíssimas, ele estava com as mãos desocupadas mas não queria pegar peso. Fui subindo a muito custo, cheguei cansadíssimo, porém eram umas vistas deslumbrantes, coisa de doido, quando conto o pessoal troça. Vistas espetaculares das galáxias mais distantes, os choques de galáxias, os núcleos delas, os buracos negros, estrelas em colapso, supernovas e novas, cefeidas variáreis, pulsares, um assombro mesmo.
COISINHA – poxa, queria poder ver.
PORTEIRO – quer, vai querendo, enfia o dedo no nariz e vai comendo.
COISINHA – poxa, seu guarda, não tem a mínima chance?
PORTEIRO – o que você era na Terra?
COISINHA – político. Mas do bem.
PORTEIRO – existe isso? Político do bem?
COISINHA – existe, sim, senhor, é raro, mas existe, eu sou a prova.
PORTEIRO – pode até ser, eu nunca vi, você é o primeiro, mas até pode ser, Deus tudo pode. Como você pode ver, há outras filas...
COISINHA – dá um jeitinho... Quebra o meu galho.
PORTEIRO – você é brasileiro mesmo, hem? Quem quebra galho é macaco gordo.
Serra, segunda-feira, 17 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.

Céu dos Filósofos (da série Ah Se Eu Te Conto)

Céu dos Filósofos

O Céu dos Filósofos era segmentado, como na vida, e espelhava os continentes da Terra, de modo que havia superpopulação na Europa, poucos nas Américas (concentrados nos EUA, pouquíssimos no Brasil), na África quase nenhum, na China raros, no Japão menos ainda, na Índia nenhum se não contássemos os teólogos, que são de outro ramo. Entre os árabes, só nos tempos mais antigos, quando copiavam dos antigos gregos.
Na Europa ficavam concentrados em certas áreas também, por exemplo, Grécia antiga, Roma antiga; depois dava um salto, pontuais aqui e ali na Idade Média, havia proliferação na Europa do século XVI e para frente, especialmente séculos XVIII e adiante.
PANORAMA DA FILOSOFIA MUNDIAL
Eis a razão de o pessoal dos outros setores não aparecer: não era segregação, de modo nenhum.
Mapa da Felicidade, não contemplou os filósofos.
O Governo do Céu proibiu divulgar, podem existir desafetos.

Deus quase não ia a essa parte do Céu.
Dizia:
- Bom, muito bom, mas podendo evitar é melhor, né?
Quanto a Nietzsche, aí então era aborrecimento puro, derrota pura, porque ele andara espalhando umas inverdades, dizendo que Deus morrera, etc. e tal. Contrapropaganda, terrorismo, anarquismo. Aí, também, não.
Pois essa seção do Céu era terrível, um falatório que vou te contar! Chegava a doer nos ouvidos. Discussão a respeito de tudo e qualquer coisa. E como questionavam, meu Deus do Céu! Como questionavam. Tudo era motivo de debate, igual no PT, horas e horas de falatório. Nada estava bom, por mais que os anjos se esmerassem. Reclamação daqui, reclamação dali, e tome dúvida! Dúvida a respeito de tudo.
- Por quê o Céu é tranqüilo?
Punham-se a discutir isso.
- Onde Deus estava quando o universo não tinha sido criado?
- O tempo é coetâneo do espaço ou um veio primeiro?
- O que veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Tou só colocando as fáceis, que as escabrosas demorariam horas.
Os pré-socráticos enraiveciam-se: “nunca quis dizer isso! Vocês estão interpretando”.
Os anjos foram obrigados a levantar uma parede separadora do setor, embora de pouca altura, só 300 metros. O arcanjo colocou uma patrulha para prevenir escaladas, mas os filósofos jogavam aviõezinhos de papel por cima, tentando alcançar os adeptos com suas missivas esclarecedoras, porém os anjos usavam estilingues (setas, como eram conhecidas em Linhares) para derrubá-las.
Isso aborrecia os filósofos, pois quando tentavam falar uns com os outros não eram ouvidos e agora essa segregação em relação aos seguidores era verdadeiro desacerto.
- Melhor o inferno.
- O que é “melhor”? O que é “inferno”? O que é “o”? O que é “o que é?” Quem deu essa conotação negativa?
E mergulharam em infinitas discussões.
Serra, terça-feira, 11 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.

Céu de Brigadeiro (da série Ah Se Eu Te Conto)

Céu de Brigadeiro

O coronel morreu e foi pro céu.
Chegando lá bateu na porta e um assessor do chefe de gabinete de São Pedro veio atender com o maior mau-humor. Era o terceiro secretário.
- Que é, hem?
- A triagem me enviou pra cá.
- Que triagem?
- A triagem que separa os maus dos bons, ué (era capixaba ou pelo menos residia aqui há bastante tempo).
- Ah. Bom, e daí?
- Daí que eu quero entrar.
- Bem, vamos ver, tá quase terminando o expediente, você escolheu uma hora ruim pra vir, né? 10 pras quatro.
- Não sabia que era horário bancário...
- É, sim, conseguimos depois da greve.
- E então?
- Então o quê?
- Vai me deixar entrar ou não?
- Preencheu a papelada?
- Que papelada?
- A papelada de Acesso às Áreas Privativas.
- Não sabia disso.
- Pois é, tem sim, três vias assinadas com firma reconhecida no Cartório do Céu.
- Ué, tem cartório aqui também?
- Primeiro, segundo e terceiro ofício. Não ouviu a música de Vinícius?
- Ouvi, sim, mas pensei que era brincadeira.
- Brincadeira... Rá. Rá e Rá. Preencheu?
- Não.
- Então? Volta segunda.
- Amanhã não funciona?
- Sábado? Rá. Rá e Rá.
- Pelo menos você pode dizer pra onde vou?
- Você era de que força?
- Exército, 38º Bi, coronel reformado.
- Então vai para o Céu do Exército, claro, ordem unida às 05h00min.
- Caramba, e aquele negócio de Paz Eterna? Tem de trabalhar?
- É mais propaganda. Política. Claro que tem! Tá pensando o quê?
- E aquele outro céu? (aponta).
- Ah, aquele bonitão? É Céu de Brigadeiro, não é pro teu bico.
Serra, terça-feira, 11 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.

Céu Brasileiro (da série Ah Se Eu Te Conto)

Céu Brasileiro

Como não há base para raciocinar e ninguém voltou de lá para contar as pessoas se recusam a pensar no Céu. Contudo, podemos pegar a deixa de Hermes Trimegisto, que disse: “o que está em cima é como o que está em baixo”. Então, deve haver certa semelhança entre a Terra que vemos em baixo e o Céu que não vemos em cima.
Até faz sentido, porque seria o cúmulo do absurdo colocar um amazonense no Céu dos cearenses, não por conta da inimizade, claro que não, são todos irmãos, mas por conta das paisagens.
AMAZONAS E CEARÁ NA TERRA
IGARAPÉ NO AMAZONAS
CERRADO NO CEARÁ
muita água
muito seco

Assim também os vastos campos rio-grandenses do sul - os pampas livres - misturados com as áreas de matas fechadas, o pessoal iria estranhar demais.
PAMPAS GAÚCHOS E MATAS CERRADAS
CAMPOS DO SUL
MATAS VIRGENS
muito livre
muito entrançado

E um africano do Saara chegando às neves dos altos das montanhas suíças? Total desconcertamento.
SUIÇA E SAARA NA TERRA
MONTANHAS NA SUIÇA
DESERTO DO SAARA
muita neve
muita areia

Como conciliar?
A menos que se convoquem os japoneses para criar ondas em ambientes fechados, com sol artificial de rachar, enquanto do lado de fora neva...
Fica difícil, compreende?
De forma que, NA MINHA MODESTA OPINIÃO, o Céu deve ser mais ou menos parecido com a Terra, com a diferença de a gente ser prontamente atendida nos bancos, os produtos vendidos como sendo da roça e sem agrotóxicos de fato serem puros, as vacinas não terem datas de validade vencidas, não haver sonegação, o SUS-Céu funcionar e assim por diante, que Deus não iria dar mancada, o resto deve ser muito parecido EM TERMOS DE PAISAGENS.
Para resumir, estou começando a acreditar que o mapa é o mesmo da Terra. Por exemplo, quem já viveu em Maragogi ou em Porto de Galinhas nas piscinas naturais ou em Pulau ou em Tuvalu ou no Taiti ou no Havaí ou em qualquer dessas ilhas paradisíacas iria querer outro desenho? Dificilmente, meu chapa, direitos adquiridos. Ou de outra forma o Tribunal do Céu iria se encher de ações de restauração de privilégios.
PULAU, TUVALU, TAITI
PULAU
TUVALU
TAITI

Deus tudo pode, então pode ser que essa gente vá desistir, mas é difícil de acreditar.
Serra, terça-feira, 11 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.

Cadeira Elétrica (da série Ah Se Eu Te Conto)

Cadeira Elétrica

Virou moda.
Veja só como as coisas mais ridículas viram moda! Como aquelas das redes de televisão, como as da Revista Teja, as banalidades imitadas dos governantes e políticos, um milhão de coisas.
Neste caso um doido inventou uma cadeira que dava choques, mesmo através da calça-cueca ou do vestido-calcinha, fosse como fosse, dava choque. Com a particularidade de ela reconhecer os pensamentos errados, tecnologia baseada naqueles princípios esquisitos de Nicola Tesla, sei lá, doideira, mano. Em repartições governamentais ou consultórios de dentistas ou escritórios de empresas a pessoa sentava e do nada levava um choque.
Brando, tá?
Um choquinho de nada, só dava um tremelique, tremia um tiquinho e pronto. O caso é que isso acontecia quando a pessoa pensava alguma coisa errada, do tipo um homem pensar na mulher do próximo: “gostosona, seu eu pudesse pegava”.
Choque.
Ele sentia, ela via, sabia que era para ela, nem reclamava, porque soava como um elogio.
Você entrava numa repartição e via todo mundo tremendo o dia inteiro, era uma pulação só.
Por quê uma pessoa iria querer sofrer?
Porque purgava, a pessoa se sentia aliviada, era como o perdão de Deus administrado aos poucos, em doses eletropáticas. No fim do dia a pessoa estava aliviadíssima, nem precisava mais tomar remédios, comprimidos aos montões para atravessar a atual vida estressante.
Pim, pim, pim.
Choque, choque, choque.
É esquisito, não é?, alguém ficar pedindo choques, como quem vai enfrentar as tropas de choques.
Os seres humanos são muito esquisitos.
O dono ficou riquíssimo.
Os ricos compravam por si mesmos, os escritórios eram abastecidos pelos empresários, nas repartições quem comprava era o governo – quem forneceria aos pobres? O governo, querendo ajudar, propôs a Cota Cadeira, uma cadeira por pessoa por lar (sem falar nas escolas, as crianças “estavam em choque”, viviam chocadas desde cedo), visando chocar os pobres e miseráveis. Claro, a maior parte das pessoas tinha culpa no cartório, vivia pensando impropriedades e nisso de purgar elas ficavam mais dóceis, mais manejáveis, dentro dos propósitos governamentais.
Serra, quarta-feira, 03 de julho de 2013.
José Augusto Gava.

Caçadores de Vampiros (da série Ah Se Eu Te Conto)

Caçadores de Vampiros

Os pesquisadores deveriam fazer livros e livros sobre os funcionários públicos e seu oportunismo característico. Diziam (por uma informação antiga de 30 anos) serem 6,0 milhões no Brasil inteiro, nos três níveis (federal, estadual, municipal). Quantos serão no mundo e quantos na População Economicamente Ativa PEA? Seria interessantíssimo de saber.
Durante (dos 58 que tenho) os anos em que tive contato distante e próximo com eles, na memória devo ter mais do que poderia sem pensar muito contar:
1.             aposentadoria integral (quando os empregados da sócioeconomia geral não dispõem desse favor);
2.             os fiscais no EES trabalham em geral 6,0 horas ou menos por dia;
3.            nos postos fiscais era uma morcegação (esse nome vem da visão de vampiros que sugam o sangue dos outros) incrível, empurrando os serviços;
4.            quando entrei eram (favor às mulheres estendido a todos) três dias por mês de folga como abonos relativos às regras, 36 dias por ano (fora 52 sábados e 52 domingos, somados a fração de férias, 22 dias, pelo menos 134 dias/ano, mais de 180 dias, com os feriados quase 200 dias/ano, mais de metade do ano), sem falar em 11 a 15 dias feriados; depois foram baixando a um por mês, seis por ano, três a cada dois anos para o Fisco, voltando a seis por ano;
5.            há os chamados “ninjas”, as fugas inexplicáveis, especialmente depois das 17 e nas sextas-feiras;
6.            sem falar nos “enforcamentos”, por exemplo, 24 de dezembro de 2012, que cai na segunda, havendo o Natal na terça;
7.            sem falar em três meses de férias-prêmio a cada 10 anos por nos terem tirado as vantagens;
8.            que por si eram uma graça, de graça mesmo, incentivo a cada cinco anos combinado com 10 anos (para os funcionários freqüentarem, o que é obrigação pelo salário), acumulando antes até 135 % em 35 anos de serviço para os homens;
9.            alguns coronéis, ficando dentro do Palácio, trataram de saber de todas as vantagens acumuláveis (por exemplo, ficar num cargo tantos anos diretos ou alternados), chegando a salários de 70 mil reais vários anos atrás;
10.         os de cima se justificam dizendo ocupar cargos importantes, significativos para o povo, para ganhar altos salários (inclusive o Fisco);
11.          muito mais coisas.
MORCEGAÇÃO VOLUNTÁRIA (as artes são inacreditáveis e nem contando as pessoas vão acreditar)

É de rir (para os corajosos) ou de chorar (para os de nervos fracos).
E nem estou falando de apadrinhamento, o nepotismo, ou dos empregos fantasmas nos quais as pessoas só recebiam os salários sem freqüentar o serviço (por vezes alguns deputados chegaram a ter 10 ou 15 ou 20 funcionários numa sala de 3 x 4 metros).
NEPOTISMO

Serra, sexta-feira, 14 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.

Cabeça Cheia de Minhocas (da série Ah Se Eu Te Conto)

Cabeça Cheia de Minhocas

Foi um desses casos da engenharia genética (na realidade, arquiengenharia genética), um desses fracassos de que ninguém fala.
NINGUÉM FALA DOS ERROS DA A/E-G, DO CROSSOVER GENÉTICO (É só Dolly pra lá, Dolly pra cá, 1 % de acerto exposto e 99 % de erros jogados na lata de lixo e queimados)
Zebrotomus.
Em vez de comer capim come gente, que tem demais, também.
Projeto bem sucedido: rato espião (ouvidão, no caso).
Representação compreensiva de pequena falha de planejamento.

Pois bem, a ideia era boa: se uma cabeça pensa, VÁRIAS cabeças pensam muito melhor que uma. Botaram um monte de cabecinhas na cabeça dela e as cabecinhas ficavam ouriçadas, ficavam dançando na cabeça dela, acho que pensavam que era baile funk, sei lá, umas mocréias muito projetadas pro meu gosto. Yeah, yeah. Iê-iê-iê, aquela coisa vintage década dos 1960, sei lá.
O problema é que cada uma queria ser independente. Pior, cada qual queria ser chefe, um fuzuê. Um bate-boquinha (porque não eram bocas, entende, eram bem pequenininhas) irritante que sibilava, as cobrinhas se agitavam, principalmente no verão e a dona nem podia usar pano na cabeça, nem chapéu porque elas se diziam sufocadas.
PURA DERROTA, SÓ DOR DE CABEÇA (de muitas cabeças)

Tá vendo por quê as outras reclamam? As cobrinhas avançam.
Medusa com raiva que a hora dela foi dada a outra.
Megahair.

A Medusa, coitada, nem podia ir à cabeleireira porque assustava tanto as trabalhadoras quanto as clientes, porisso sofria de baixa estima e tinha de ir ao psicólogo, que por sua vez vivia à beira de um ataque de nervos, porque as cobrinhas queriam falar todas ao mesmo tempo e contar seus próprios traumas.
Problemático.
Foi PORISSO que ela se juntou aos outros meio-heróis para processar o Olimpo. Mas essa é outra história.
Serra, quarta-feira, 12 de dezembro de 2012.
José Augusto Gava.