A Conversão dos Infiéis
New York virou Nova Iorque, mas Los
Angeles não se tornou Os Anjos. New Jersey tanto fica assim quanto é falada
Nova Jersey. Boston não ficou Bostão, por razões óbvias, mas Otawa passou a
Otava (ô tava na peneira...) para alguns. Antigamente se escrevia Suissa para a
Suíça de agora e London lemos como Londres.
A regra geral é que tudo que foi
escrito até quando os portugueses dominavam o horizonte cultural brasileiro foi
grafado em português, em razão da insistência deles no aportuguesamento das
palavras. Como disse Jurandyr Czaczkes (Juca Chaves, que é judeu e
provavelmente tem raiva de Portugal por os judeus terem sido expulsos de lá),
os portugueses tem essa mania de converter tudo.
CONVERSÕES
PORTUGUESAS
|
Juca Chaves
Origem: Wikipédia,
a enciclopédia livre.
Jurandyr
Czaczkes, mais conhecido como Juca Chaves (Rio de Janeiro,
22 de outubro de 1938),
é um compositor, músico e humorista brasileiro.
Biografia
Com formação
em música erudita,
começou a compor ainda na infância. Iniciou sua carreira no fim da década de 1950, tocando modinhas e trovas num
estilo suave.
Nos anos 60 montou um circo nas proximidades da Lagoa Rodrigo de
Freitas, do Corte de Cantagalo. Ali apresentou seu show Menestrel
Maldito. Conforme o próprio Juca, o nome do circo era uma sigla: S
de "snob", D de "divino Dener",
R de "ralé", U de "uanderful", W de
"water-closet", S de "Sdruws mesmo".
O humorista
costumava contar a seguinte história sobre o Sdruws, perto do qual
ficava uma favela. Juca convidara para o Circo políticos,
empresários, também pessoal da alta-sociedade carioca e antes da primeira
apresentação resolveu reunir os líderes da favela para lhes falar com
franqueza, indo direto ao assunto: "Vim aqui para saber como vai ficar o
negócio do roubo?" - Uma mulher baixinha, morena (líder da favela) foi
logo respondendo com firmeza: "Olha aqui seu Juca, nós entendemos a sua
preocupação e lhe agradecemos pela sinceridade, mas pode o senhor ficar
tranqüilo, porque a nossa comunidade já se garantiu, e pediu proteção à
Polícia!".[1]
|
|
|
Goodyear (pneus)
|
Ano Bom
|
|
Firestone (pneus)
|
Fogo na Pedra
|
|
Pall Mall (cigarros)
|
Caralho Maldito
|
Os portugueses realmente convertiam
tudo, pois a língua é deles, foram eles que inventaram e têm toda razão em
adaptar. Isso não faz sentido para nós, pois estamos na grande luta por aptidão
e sobrevivência com o mundo. Mais recentemente os portugueses deixaram de
aportuguesar todas as palavras estrangeiras (e não somente as inglesas).
Esse sujeito de que estou falando
disse que está elaborando roteiro em que REALMENTE todas as palavras que usamos
do inglês – em tal mundo alternativo – foram convertidas ao português,
planetariamente dominante; e que os países todos do mundo, submetidos àquele
Portugal vencedor e campeão a partir de 1350, quando dos Achamentos (quando
eles chegaram à China, levando-lhe o cristianismo, dominando-a e, com aquele suporte
todo, ao resto do mundo) foram convertidos não somente ao Cristianismo como
também ao Português em seu império global português-cristão.
O resultado foi que a língua
portuguesa foi ensinada aos povos; e os infiéis todos convertidos, inclusive os
do incipiente protestantismo-pagão.
Então, nesse mundo alternativo todas
as palavras do Atlas estão em
português, como de fato TODAS as palavras, restando poucos infiéis no México,
na Noruega, no interior da África e nas profundezas da Sibéria.
O
MUNDO PORTUGUÊS
(isso apareceu numa série de FC ainda está por ser filmada) – L. Sprague de
Camp é genial (nesses livros o Brasil descobriu as viagens espaciais e a língua
portuguesa é dominante)
![]() |
![]()
1907-2000, um dos grandes
|
![]() |
![]() |
A
CONVERSÃO DOS INFIÉIS
|
Agnus Sei
João Bosco/Aldir Blanc
Faces sob o sol, os olhos na cruz
Os heróis do bem prosseguem na brisa na manhã Vão levar ao reino dos minaretes a paz na ponta dos aríetes A conversão para os infiéis Para trás ficou a marca da cruz Na fumaça negra vinda na brisa da manhã Ah, como é difícil tornar-se herói Só quem tentou sabe como dói vencer Satã só com orações Ê andá pa Catarandá que Deus tudo vê Ê andá pa Catarandá que Deus tudo vê Ê anda, ê ora, ê manda, ê mata, responderei não! Dominus dominium juros além Todos esses anos agnus sei que sou também Mas ovelha negra me desgarrei, o meu pastor não sabe que eu sei Da arma oculta na sua mão Meu profano amor eu prefiro assim À nudez sem véus diante da Santa Inquisição Ah, o tribunal não recordará dos fugitivos de Shangri-Lá O tempo vence toda a ilusão Ê andá pa Catarandá que Deus tudo vê Ê andá pa Catarandá que Deus tudo vê Ê anda, ê ora, ê manda, ê mata, responderei não! |
Serra, quinta-feira, 12 de julho de
2012.
José Augusto Gava.





No comments:
Post a Comment