Tuesday, October 08, 2013

Corrup-Sonhos (da série Tanto Conto)

Corrup/sonhos

No Brasil há menos de 5,6 mil municípios.
Supondo 10 vereadores em média, seriam 56 mil.
Se cada vaga tivesse em média três concorrentes, teríamos 168 mil concorrendo; juntando deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos, governadores e presidente, pode ser que cheguem a 200 mil entre oportunistas e não-oportunistas.
As eleições são realizadas de dois em dois anos, alternadamente os cargos municipais-urbanos e os estaduais-nacionais, gastando o dobro dos recursos para movimentar as urnas e o programáquina apurador, agora eletrônico, muito rápido.
Os candidatos ficam três meses sem trabalhar, dedicados a essa causa própria, espúria para tantos, a de se representar e se candidatar à roubalheira.
200 mil candidatos, homens e mulheres; sendo quase 200 milhões os brasileiros, um para cada mil habitantes ou 1/1.000 ou 0,1 % de todos. É muita gente, uma parte notável pirateando a nação, construindo o excesso de 4,2 milhões de leis desde a constituição federal de 1988. Essa porção de malandros não apenas se candidata a aposentadoria em apenas dois mandatos (oito anos), como também a todas as mordomias, que consomem um dinheirão do povo suado, o que labuta mesmo.
E rouba.
Rouba ou sonha roubar. Entra pobre (como Quércia, como Maluf, como Serra e outros) e alguns saem riquíssimos (como o Barbalhão, o Sarninha, o Lulambão, o FHCB e outros).
OS POLÍTICOS MAIS RICOS DO BRASIL (os que declaram e os que não declaram)
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segunda-feira, 10 de maio de 2010.
Os 10 deputados mais ricos do Brasil
Esta lista baseia-se no patrimônio dos citados políticos referentes ao ano de 2007.
Lembrando que o Top 10 dessa semana não tem o intuito de denunciar (o que será feito em outra oportunidade) visto que muitos deputados são empresários, industriais, fazendeiros ou profissionais autônomos em geral, o que justifica (ou pode justificar) seus (consideráveis) patrimônios.

10º lugar - Dilceu Sperafico
Partido: PP
Naturalidade: Santa Rosa/RS
Profissões: Agropecuarista, industrial, bacharel em Direito e filósofo
Patrimônio:
10 milhões e 300 mil reais

9º lugar - Paulo Magalhães
Partido: DEM
Naturalidade: Salvador/BA
Profissões: Administrador de empresas
Patrimônio:
14 milhões e 100 mil reais

8º lugar - Tatico
Partido: PTB
Naturalidade: Teixeiras/MG
Profissões: Fazendeiro e comerciante
Patrimônio:
17 milhões e 800 mil

7º lugar - Carlos Bezerra
Partido: PMDB
Naturalidade: Chapada dos Guimarães/MT
Profissões: Industrial, advogado e professor
Patrimônio:
18 milhões e 400 mil reais

6º lugar - José Chaves
Partido: PTB
Naturalidade: Recife/PE
Profissão: Engenheiro civil
Patrimônio:
22 milhões e 700 mil reais

5º lugar - Eunício Oliveira
Partido: PMDB
Naturalidade: Lavras da Mangabeira/CE
Profissões: Agropecuarista e empresário
Patrimônio:
25 milhões e 600 mil reais

4º lugar - Sandro Mabel
Partido: PR
Naturalidade: Ribeirão Preto/SP
Profissão: Administrador de Empresas
Patrimônio:
69 milhões e 800 mil reais

3º lugar - Alfredo Kaefer
Partido: PSDB
Naturalidade: Roque Gonzales/RS
Patrimônio:
72 milhões e 200 mil reais

2º lugar - Odílio Balbinotti
Partido: PMDB
Naturalidade: Gaurama/RS
Profissões: Agropecuarista e empresário
Patrimônio:
123 milhões e 800 mil reais

1º lugar - Camilo Cola
Partido: PMDB
Naturalidade: Conceição do Castelo/ES
Profissões: Industrial, administrador rural e empresário (transporte)
Patrimônio:
259 milhões de reais
Lista mostra a valorização patrimonial e os bens dos dez mais ricos do Congresso
Wanderley Preite Sobrinho, do R7
Agência Câmara
Tem parlamentar dono de uma casa de R$ 4,1 milhões, outro com uma fazenda de R$ 10 milhões
Que o salário de deputados e senadores é bem mais gordo que as cifras no contra cheque da maioria dos brasileiros todo mundo sabe. O que pouca gente imagina é que, para os dez mais ricos do Congresso, os R$ 26 mil de salário não fazem a menor diferença no final do mês.
Na tabela abaixo, você confere o ranking dos dez parlamentares mais endinheirados do Brasil - segundo levantamento do site Congresso em Foco - e a valorização patrimonial desses políticos entre as eleições de 2006 e 2010, apurada pelo R7.
Tem o caso do senador mato-grossense Blairo Maggi, do PR, que viu sua fortuna pular de R$ 33,4 milhões para R$ 152,4 milhões em quatro anos; o do deputado federal mineiro Newton Cardoso (PMDB), que ficou cinco vezes mais rico entre 2006 e 2010 e o do deputado goiano Sandro Mabel (PR), que tem participação em 16 empresas. Há outros sete exemplos, nenhum deles contestado pelas assessorias dos políticos, todas consultadas pela reportagem.
Veja o ranking dos dez parlamentares mais ricos do Congresso em 2010:
Político
Fortuna Declarada
Resumo dos Bens
Bens no TSE


João Lyra (PTB-AL)
2006: R$ 235,6 milhões
2010: R$ 240,3 milhões
Crescimento de 2%
O deputado é dono de uma empresa de taxi aéreo, sua participação na Lug Taxi é de R$ 15 milhões. Ele também tem dez fazendas que, juntas, valem R$ 4 milhões.


Blairo Maggi (PR-MT)
2006: R$ 33,4 milhões
2010: R$ 152,4 milhões
Crescimento de 356%
Entre os bens do senador, o destaque é uma casa de 600 m² que vale R$ 4,3 milhões.


Alfredo Kaefer (PSDB-PR)
2006: R$ 72 milhões
2010: R$ 95,7 milhões
Crescimento de 33%
A maior parte do patrimônio do deputado está investida em empresas. Ele tem participação em 11. A principal delas, com R$ 42,5 milhões, é o Grupo Diplomata S/A, uma das cem maiores companhias do agronegócio nacional, segundo ranking de 2008 da revista Exame.


Newton Cardoso (PMDB-MG)
2006: R$ 12,7 milhões
2010: R$ 77,9 milhões
Crescimento de 513%
O deputado tem nove carros populares, dois Ford Ka e 7 Gols. Mas a menina dos olhos é o Lincoln Navigator, avaliado em R$ 197 mil.


Sandro Mabel (PR-GO)
2006: R$ 69,8 milhões
2010: R$ 70,9 milhões
Crescimento de 1,6%
O deputado tem participação em 16 empresas. Na principal delas, a Sanser Administração e Participações, sua parte corresponde a R$ 28 milhões.


Paulo Maluf (PP-SP)
2006: R$ 38,9 milhões
2010: R$ 39,4 milhões
Crescimento de 1,3%
Apesar do crescimento em seu patrimônio de 2006 para 2010, a fortuna do deputado Paulo Maluf vem caindo ao longo do tempo. Em 2000, quando ele se candidatou a prefeito de São Paulo, seus recursos somavam R$ 74,9 milhões. Naquela época, sua casa na rua Costa Rica, em um bairro nobre da capital paulista, foi declarada por R$ 4,7 milhões. Nas eleições do ano passado, ela foi declarada por R$ 1,3 milhão.


Eunício Oliveira (PMDB-CE)
2006: R$ 25,6 milhões
2010: R$ 36,7 milhões
Crescimento de 43%
O senador é dono de um Mercedes avaliado em R$ 160 mil. Mas a maior parte de sua fortuna está distribuída entre seus 80 imóveis rurais - como fazendas e sítios, avaliados em R$ 8,2 milhões – e participação em empresas. Na principal delas, que trabalha com vigilância e transporte de valores, ele é dono de R$ 7,7 milhões.


Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)
2006: R$ 20,2 milhões
2010: R$ 31,9 milhões
Crescimento de 58%
Uma das fazendas do deputado tem nada menos do que 1.041 hectares, ou 10,4 milhões de metros quadrados, e é avaliada em R$ 10,4 milhões.


Ivo Cassol
(PP-RO)
2006: R$ 15,4 milhões
2010: R$ 29,8 milhões
Crescimento de 93%
Carros, o senador declarou três. O mais caro é um Hilux SW4, que custa R$ 155 mil. Do ramo elétrico, ele é dono de um capital de R$ 20 milhões da Hidrossol Hidroelétricas Cassol.


Eduardo Braga
(PMDB-AM)
2006: R$ 4,1 milhões
2010: R$ 16,4 milhões
Crescimento de 300%
Apesar de investir em terrenos e ser dono de um Mercedes avaliado em R$ 295 mil, o senador Eduardo Braga é o tipo de milionário investidor. Só em um de seus sete fundos de investimentos, ele acumula R$ 5,3 milhões.

LULAMBÃO FOI COLOCADO NA FORBES (é verdadeira a notícia?)
Por Geraldo Almendra (*)
Pode um cidadão eleito presidente e pertencente à classe média baixa, se tornar, em dois mandatos presidenciais, em um bilionário apenas com seus rendimentos e benefícios do cargo?

A resposta é sim. O ex-presidente Lula é um suposto e exemplar caso desse milagre financeiro, tendo-se como base as denúncias recorrentes já feitas pela mídia.

Conforme amplamente noticiado em algumas ocasiões uma conceituada revista - a Forbes – trouxe à tona esse tema, reputando a Lula a posse de uma fortuna pessoal estimada em mais de U$ 2 bilhões de dólares, devendo-se ressaltar que a primeira denúncia ocorreu ao que tudo indica em 2006, o que nos leva a concluir que a “inteligência financeira do ex-presidente” já deve ter mais que dobrado esse valor, na falta de uma contestação formal e legal do ex-presidente contra a revista.



Estamos diante de um suposto caso em que o silêncio pode ser a melhor defesa para não mexer na panela apodrecida dos podres Poderes da República, evitando as consequências legais pertinentes e o inevitável desgaste perante a opinião pública.

Nesta semana a divulgação pelo Wikileaks de suspeitas - também já feitas anteriormente - de subornos envolvendo o ex-presidente nas relações de compras feitas pelo desgoverno brasileiro em relação a processos de licitações passados, ou em andamento, nos conduz, novamente, e necessariamente, a uma pergunta não respondida:

Como se explica o vertiginoso crescimento do patrimônio pessoal e familiar da família Lula?

O que devem estar pensando os milhares de contribuintes que têm suas declarações de renda rejeitadas e são legalmente, todos os anos, obrigados a dar as devidas satisfações à Receita Federal sobre crescimentos patrimoniais tecnicamente inexplicáveis, mas de valor expressivamente menor do que o associado ao patrimônio pessoal e familiar do ex-presidente?

A resposta é simples e direta: tudo isso nos parece ser uma grande e redundante sacanagem com todos aqueles que trabalham fora do setor público - durante mais de cinco meses por ano - para ajudar a sustentar aquilo que a sociedade já está se acostumando a chamar de covil de bandidos.

A pergunta que fica no ar é sobre que atitudes deveriam e devem tomar o Ministério Público, a Receita Federal, O Tribunal de Contas e a Polícia Federal diante de supostas e escandalosas evidências de enriquecimento ilícito de alguém que ficou durante dois mandatos consecutivos no cargo de Presidente da República?

Na falta de atitudes investigativas ou consequências legais, como sempre, a mensagem que o poder público passa para a sociedade é de uma grotesca e sistemática impunidade protetora de todos, ou quase todos, que pactuam com a transformação do país em um Paraíso de Patifes.

No Brasil, cada vez mais, a corrupção compensa e as eventuais punições já viraram brincadeira que nossa sociedade, no cerne dos seus núcleos de poder públicos e privados aprendeu: a impunidade a leva a se nivelar por baixo aceitando que roubar o contribuinte já se tornou um ato politicamente correto para que a o projeto de poder do PT – um Regime Civil Fascista fundamentado no suborno e em um assistencialismo comprador de votos –siga inexoravelmente avante.
A omissão do Poder Público diante da absurda degeneração moral das relações públicas e privadas somente nos deixa uma alternativa de qualificação: estamos diante do Poder Público mais safado e sem vergonha de nossa história.

A propósito quem roubou o crucifixo do gabinete presidencial no final do desgoverno Lula?

(*) Economista e Professor de Matemática, Petrópolis

Na juventude eles miram entrar em alguma panela e cozinhar nela seus sonhos de vender votos como legisladores em troca de alguma vantagem ou no Executivo realizar obra que possibilite o caixa dois (eram 10 %, passou a 20 % com Robson Vintinho, agora é caixa dois porque é “um procê, um pra mim”).
Já vão instruídos, já pensam desde cedo em entrar para roubar.
Sonham em se corromper.
A família fica feliz quando vencem as eleições, porque o futuro está garantido, dali para frente é só felicidade.
Serra, quarta-feira, 19 de setembro de 2012.
José Augusto Gava.

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