Exames de Admissão
Já abordei o espaço e o tempo sob
várias óticas nesta série de palestras denominadas Eu Caçador de Mim em homenagem à música de Milton Nascimento.
Comecei na mais recuada Antiguidade e vim até a pós-contemporaneidade, pós 1991
com a queda da URSS.
A questão é esta: o que estamos
vendo?
Vemos o espaço?
Sim e não.
Veja que a velocidade da luz é de
300 mil/km por segundo, 300.000.000 m/s, o que é um portento, pois a velocidade
da Terra em volta de seu eixo é de [1,7 mil km/h] 463 m/s e a da Terra em volta
do Sol de [107,5 mil km/h] 29,9 mil m/s.
Quer dizer, se houver um objeto
emitindo luz a um metro de você ele estará enviando 300.000.000 de mensagens
NUM SEGUNDO. Como a Lua gira numa elipse de 300 a 450 mil km, a média seria circunferência
de 375 mil km, que ficaria grosso modo a um segundo-luz, ou seja, a luz vai da
Terra à Lua em pouco mais do que um segundo.
Acontece que nesse segundo a Lua já
mandou 300 milhões de mensagens visuais a você e de modo nenhum você duvidaria
da presença dela lá. Só que você está vendo a Lua COMO ERA há um segundo. De
fato, está vendo Andrômeda como ela era a dois milhões de anos, pois ela se
situa a dois milhões de anos-luz. Os tecnocientistas já disseram isso.
Vemos 300 milhões de superfícies
esféricas sucessivas chegando.
Aquele objeto situado a um metro de
você envia 300 milhões de mensagens. De fato, tudo ao seu redor, toda a esfera
de raio 1,0 m o alcança em 1s/300.000.000, uma fração minúscula do segundo.
UNIVERSO
FILMOGRÁFICO
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Quadros por
segundo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quadros Por Segundo (abreviado como qps) (em
inglês Frames per second, abreviado como fps) é a unidade de
medida da cadência de um dispositivo audiovisual qualquer,
como uma câmara de cinema ou vídeo,
uma webcam,
um projetor cinematográfico ou de vídeo,
etc. Significa o número de imagens que tal dispositivo registra, processa ou
exibe por unidade de tempo.
Cadência (frame rate, em inglês) é a
frequência em que um dispositivo de processamento de imagens produz
consecutivas imagens chamadas de quadros (frames em inglês). O
termo se aplica igualmente para gráficos de computador, câmaras de vídeo e
sistemas de captura de movimento.Quadros por segundo é
o nome descritivo da unidade de cadência, que é muitas vezes expressa pela
abreviatura em inglês fps, mas também, especialmente no caso de
monitores de vídeo, pela unidade do Sistema Internacional Hertz (Hz),
cujo significado é "ciclos por segundo".
Normalmente, o número de qps é
utilizado como instrumento de comparação entre o desempenho de placas de
vídeo.
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O lançamento do filme “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”, em
dezembro deste ano, deve representar um marco tecnológico para o cinema.
Segundo informações do site Hollywood Reporter, a produção
“obrigará” os cinemas a fazerem uma atualização de hardware em projetores,
inaugurando uma nova era para o cinema.
A tecnologia atual de exibição de imagens suporta 24 quadros por
segundo. Esse padrão é exatamente o mesmo utilizado desde a década de 20,
quando os filmes sonoros começaram a chegar às salas de cinema. Até então, na
época do cinema mudo, o padrão era de 16 quadros por segundo.
Com a redução significativa do uso da película no cinema e o
consequentemente crescimento do padrão digital, aos poucos a regra dos 24
quadros por segundo está deixando de ter sentido. A produção “O Hobbit: Uma
Jornada Inesperada”, dirigida por Peter Jackson, foi concebida com imagens em
48 quadros por segundo.
Para que isso fosse possível, Jackson lançou mão da câmera Red
EPIC e todas as imagens foram gravadas em resolução máxima. Cada dia da
filmagem, que durou 265 dias, resultou em cerca de 6 TB a 12 TB de imagens,
quantidade de conteúdo bastante significativa.
No momento, as salas mais completas de cinema reproduzem imagens
em 2048x1080 pixels a 24 quadros por segundo, o que é bastante próximo da
resolução de 1920x1080 a 24 quadros por segundo adotada nos players de
Blu-ray. A atualização de hardware permitirá ainda imagens em melhor
resolução nos cinemas, exibidas com muito mais qualidade.
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Entrementes, como sabemos desde que
vemos filmes, o olho-cérebro externinterno humano só consegue processar 25
imagens por segundo, de modo que a velocidade cerebral é de 1s/25 = 0,04 s. Se
houvesse alguém querendo nos enganar bastaria processar o universo a velocidades
superiores a essa e acreditaríamos na consistência construída, quer dizer, as
coisas nem estariam lá, mas acreditaríamos estar.
Pense nisto, colocando uma
superfície esférica em volta de você a um metro de distância: tudo que
ultrapassasse 1/25 do segundo e estivesse atrás dessa superfície estaria
oculto. Não vemos o que está abaixo disso. Então, como vemos o mundo da luz? É
que os 300 milhões de metros/s englobam o 25/s. MUITO MAIS que isso nos atinge,
mas não podemos ver. Na realidade, inumeráveis universos poderiam estar
chegando a nós sem que os conseguíssemos decifrar mentalmente.
O que admitimos?
Aquilo que examinamos.
E só examinamos 25 quadros por
segundo. Só compreendemos 25 quadros. Se todos aqueles outros compusessem
outros universos, não os veríamos.
Não estamos realmente vendo todo o
universo, vemos a fração 25/1. Se um universo 700/1 estivesse sendo enviado não
o veríamos, não o decifraríamos.
Serra, sexta-feira, 13 de julho de
2012.
José Augusto Gava.


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