Sunday, October 20, 2013

Segunda Fundação (da série Conto Ainda Mais)




 

Segunda Fundação


 

Como em Asimov, Cristo estabeleceu uma Segunda Fundação (claro que antes, mais de 1900 anos), uma reserva, um amparo escondido que gerisse sem se manifestar toda a Criação até a época da colheita.

ISAAC ASIMOV (falou muito depois; claro que ele não sabia) – é preciso ler e reler. É uma aula de teologia-religião, assim como Duna de Frank Herbert é uma aula de política-administração.

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Depois propagou para sete.
Mulo = MODELO na Rede Cognata.

 

Série da Fundação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
A série da Fundação, escrita por Isaac Asimov é uma obra de Ficção Científica que descreve em detalhes a história de um futuro distante e de como o destino de seus habitantes é influenciado por uma instituição chamada Fundação Enciclopédica.
O objetivo de Asimov ao escrever o primeiro livro da série era descrever em detalhes a queda de um Império Galático e o surgimento de outro, tomando como inspiração a queda do Império Romano. O personagem central da série chama-se Hari Seldon que embora só apareça pessoalmente em três dos livros influencia toda as obras da Fundação através da ciência que desenvolveu: a Psico-história.
A Psico-história seria um misto de sociologia e matemática. Aplicando fórmulas matemáticas a acontecimentos de seu presente, Seldon conseguia calcular acontecimentos futuros e assim permitir ou tentar evitar que viessem a se confirmar.
As previsões feitas por Hari Seldom eram todas baseadas em estatísticas e probabilidades. A Psico-história usava desses elementos matemáticos aplicados às massas. Funcionava apenas para sociedades inteiras. Para uma elaboração matemática precisa, era necessário que fosse feita a avaliação sociológica, cultural e econômica de sociedades com muitos milhões, ou bilhões de indivíduos. Era totalmente ineficaz a tentativa de aplicar a Psico-história a indivíduos, porque o indivíduo é imprevisível.
Estes são os livros que formam a série da Fundação:

 

Fundação

 

Os Psicohistoriadores

O psico-historiador Hari Seldon é levado a julgamento por suspeita de traição contra o Império Galáctico. Durante o julgamento ele revela que certos resultados obtidos através da Psico-história apontavam para uma iminente desintegração do Império Galáctico.
Após o julgamento, no qual é inocentado, Seldon dialoga com o Comissário Chen (uma figura influente do Império) sobre uma saída para evitar a queda do Império. Para Seldon a queda do Império em cerca de mil anos é inevitável, mas seus efeitos poderiam ser minimizados se uma instituição compilasse o máximo de conhecimento humano possível, para que não se perdesse durante as guerras que viriam. Decide-se pela criação de uma Fundação Enciclopédica chamada Primeira Fundação, com sede no planeta Terminus. (Chen escolheu o planeta por ficar na periferia da Galáxia longe da capital do Império, Trantor, mas na verdade Seldon influenciou secretamente essa escolha).
Assim a Fundação surge e começa a editar a Enciclopédia Galáctica. Cerca de dois anos depois Seldon morre. Antes disso revela a seu ajudante Gaal Dornick que existe uma Segunda Fundação, "no outro extremo da galáxia, no fim de todas as estrelas".

 

Os Enciclopédicos

Cinquenta anos após a inauguração da Fundação, o Império Galáctico já perdeu o controle da periferia. A Fundação se encontra sob ameaça de ser anexada pelo planeta Anacreon. O conselho que governa a fundação ainda acredita que Trantor intervirá por eles, mas o prefeito da Fundação, Salvor Hardin, discorda. É nessa época de tensão ainda, que se espera a abertura de um cofre, chamado Cofre do tempo, planejada enquanto Seldon ainda estava vivo.
O cofre guarda um aparelho de hologramas, que reproduz uma mensagem gravada por Hari Seldon, na qual revela que os objetivos da fundação conhecidos até então eram uma farsa, e que sua real tarefa era seguir o Plano de Seldon.
O Plano de Seldon foi traçado prevendo-se o futuro provável da história e com o objetivo de assegurar o rumo que este deveria tomar: um novo Império Galático sob o comando científico da Fundação.
Com essas revelações, o conselho não tem outra escolha que não apoiar o ponto de vista de Hardin. Cabe a Hardim então resolver essa primeira crise-Seldon (nome dado às crises previstas pelo plano de Seldon). Sabendo que os reinos periféricos não possuem energia atômica, Hardin convenceu os reinos vizinhos de Anacreon do perigo da Fundação e de sua energia nuclear cair em seu poder. Trinta anos depois a Fundação já mantém o controle dos reinos periféricos através da dependência tecnológica.

 

Os Prefeitos

Salvor Hardin, agora como prefeito da fundação, estabeleceu uma "Religião da Ciência", por meio da qual, como sumo-sacerdote, controla os reinos circundantes, através do medo e do misticismo. O Cofre de Seldon abre-se mais uma vez, e a mensagem alerta que apesar de terem controlado o poder temporal pelo poder espiritual, tudo que conseguiram foi um novo equilíbrio. Seldon alerta que o Nacionalismo será a próxima prova que enfrentarão.

 

Os Comerciantes

Com o monopólio quase absoluto do conhecimento cientifico, a fundação estabelece frotas de mercadores que comerciam com locais cada vez mais longe do que a periferia dos quatro reinos a que estavam circunscrito inicialmente.
Em meio aos comerciantes legítimos, agentes secretos da Fundação trabalham no sentido de manter a ampliar o poder da Fundação.

 

Os Príncipes Mercadores

O poder economico da Fundação aumenta e surgem os Príncipes Mercadores, o principio da Burguesia que se forma. Entretanto havia aqueles que não se desapegavam ao antigo controle religioso. O conflito entre estas duas formas, é mais uma crise Seldon que é resolvida.

 

Fundação e Império

 

O General

Decorridos duzentos anos, a Fundação era o Estado mais poderoso da Galáxia, com exceção dos remanescentes do Império, que ainda controlava um terço da Galáxia. Surge o General Bel Riose, o último imperial, um homem extraordinário em um tempo de decadência. Entretanto ele pode por em perigo os planos de Seldon ao atacar a Fundação.

 

O Mulo

O Mulo era um mutante, que tinha o poder de fazer com que todas as pessoas com quem tinha contato passassem a lhe ser fiéis. A narrativa da história é concentrada em Bayta e Toran, um casal de Terminus. Por não poder resistir-lhe, a Fundação cai em poder do Mulo.

 

Segunda Fundação

 

A Investigação do Mulo

 
O Mulo venceu a Fundação e tomou o poder, mas para que sua vitória fosse completa, ele precisava encontrar e vencer a Segunda Fundação.

 

Investigação efetuada pela Fundação

 
O Mulo a despeito de seus poderes não estabeleceu uma dinastia, sendo estéril, após a sua morte a Fundação ressurge, ainda mais poderosa que antes. Só que agora a Fundação esta ciente da Segunda Fundação, que acredita ser sua rival. Assim, a neta de Bayta, Arcardia, tenta conseguir o que sua avó não conseguiu, encontrar a localização da Segunda Fundação.

 

Fundação II

 
A decisão de um só homem, decidindo o futuro da Galáxia!
Ao contrário dos anteriores, fundação II não se trata de uma série de histórias, mas uma única. Aos quinhentos anos da Fundação, Golan Trevize, um conselheiro de Terminus cai em desgraça e é exilado pela Prefeita. Dão-lhe uma nave e uma missão: Procurar pela Segunda Fundação. Só poderia voltar caso a encontrasse. Como disfarce, leva um historiador, Janov Pelorat, obcecado pela procura do planeta original da humanidade, a Terra, que desde o final do império não se sabe a localização. Assim, oficialmente, Trevize e Pelorat vão a procura da Terra, e no seu caminho passam em muitos planetas, inclusive Trantor e Comporellon.
Trevize e Pelorat acabam encontrando Gaia, o planeta vivo, onde todos os seres vivos e até os inanimados compartilham uma consciência, com poderes suficientes para alterar a mente de qualquer ser humano.
No climax do livro, Trevize é chamado a escolher entre a Fundação, A segunda Fundação e Gaia, como modelos para o futuro da humanidade.

 

A Fundação e a Terra

 
Golan Trevize parte de Gaia, a fim de encontrar a terra. Ao contrário do que tinha ficado estabelecido, Pelorat e Bliss (Gaia) viajam com Trevize. No caminho para a terra passam pelo planeta de Baley, por Aurora, Solaria, Alfa de Centauro e finalmente chegam à Terra onde encontram R. Daneel Olivaw.

 

A Franquia Fundação

 
Outros autores escreveram livros ou contos compatíveis com a série Fundação. Dentre estes destacam-se os contos de Orson Scott Card e Harry Turtledove da coleção Foundation Friends, e a trilogia Foundation and Robots, de Gregory Benford, Greg Bear e David Brin.

 

A Trilogia encadernada

Em Junho de 2009, a editora Aleph (Brasil) relançou a Trilogia, reeditada e com nova tradução. Foi lançado em formato box, com os três livros em separado.

Diz Geoffrey Blainey em seu livro Uma Breve História do Cristianismo, São Paulo, Fundamento, 2012 (original inglês de 2011), página 29: “As mulheres também se sentiam atraídas por Jesus e por seus ensinamentos”.

E na página 32: “Essa não foi a única ocasião em que Jesus recebeu a homenagem de uma admiradora”.

“Algumas mulheres que se sentavam à mesa reconheceram no gesto uma referência à unção dos reis de Israel e aplaudiram em silêncio”.

As mulheres o rodeavam porque ele trazia essa mensagem libertadora, que depois de tanto tempo realmente as libertou. Eram discípulas, estavam ao pé da cruz, foram as primeiras a vê-lo na ressurreição: para onde foram? Supostamente São Pedro as colocou de banda, as excluiu do poder, mas Cristo não deixava ponto sem nó, ele falava esotericamente (para dentro) aos discípulos, discípulas e aos apóstolos (e às apóstolas) o ensinamento interno, que o público desconhecia.

Certamente as incumbiu de alguma missão que a geo-história não retratou: colocou-as na retaguarda como defesa de última instância, porque sabia que elas sempre estariam ao lado dos homens na cama e fora dela. Ouviriam, conversariam em seus congressos secretos – talvez lhes tenha dado algum poder desconhecido.

Enfim, uma segunda fundação.

Uma segunda Cidade de Deus dentro da primeira, um controle escondido dentro da cidade visível, a primeira, a masculina.

Serra, domingo, 08 de julho de 2012.

José Augusto Gava.

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