Tuesday, October 08, 2013

Chegando ao Planeta Vivo (da série Tanto Conto)

Chegando ao Planeta Vivo

Em menos de 500 anos conseguimos façanhas extraordinárias: de só existirem uns poucos objetos nos céus definimos todos os planetas, estabelecemos o Cinturão de Teróides para além dos planetas rochosos, compreendemos largamente o Cinturão de Uiper e a Nuvem de Köort. E de não haver nenhum planeta no sistema Polar chegamos a alguns, depois a centenas, conseguimos até a proeza de verificar que tinham composição assemelhada ao nosso mundo Solo (ele se chamaria Água se os dominantes tivessem estabelecido civilização nos teanos).
Os mundos alienígenas pululam agora.
São milhares e milhares somente nas primeiras centenas de anos-luz.
A DESCOBERTAS DOS PLANETAS
OS AVANÇOS
QUANTOS
sete, inclusive a estrela
dezenas
Cinturão de Teróides
Cinturão de Uiper
Nuvem de Köort
trans-mitonianos
Admiráveis novos mundos
O PRIMEIRO PLANETA EXTRA-SOLAR foi encontrado em órbita de uma estrela da constelação de Pégasus, em 1995, através do método da Velocidade Radial.
Esse primeiro novo mundo está a 45 anos-luz da Terra e tem cerca da metade do tamanho de Júpiter. Mundos rochosos, como a Terra, também já foram descobertos.
O que está em órbita da estrela HD 149026 (veja quadro ao lado) é um pedaço de rocha colossal, com cerca de 65 a 70 vezes a massa da Terra e tão perto de sua estrela que leva menos que três dias para completar uma translação.
primeiro trans-polar
múltiplos
semelhantes

Desde que soubemos disso nós começamos um grande esforço planetário para enviar várias naves em altas velocidades relativísticas, comunicando a elas em trânsito todo conhecimento novo que íamos produzindo na origem, tudo para irmos ver nossos irmãos e irmãs, esperando que eles tivessem levado sua civilização no sentido da reverência para com tudo.
REVER-ENTES
1.       os 13,73 bilhões de anos do universo;
2.       os bilhões de anos da Dida;
3.      os 100 milhões de anos desde o aparecimento dos rimatas;
4.      os 10 milhões de anos dos nídeos;
5.      todas as dificuldades da nossa própria espécie apiens, toda nossa luta por nos aprumarmos;
6.      nossa batalha para aprender;
7.      tudo enfim que fizemos.
Quando chegamos lá, na Terra, sofremos uma decepção tremenda, porque eles não eram reverentes à Natureza e a Deus como somos, pelo contrário, destruíam a Terra com queimadas, com desertificação, com lixo e de tantos modos mesmo que ficamos em choque. Mal podíamos acreditar! Ficamos bestificados pela falta de consideração deles por tudo que lhes foi dado.
Que podíamos fazer?
Nós os conquistamos e agora estamos tutelando-os, nós os conduzimos, procuramos reconstruir o planeta. Colocamos o governo títere e estamos fazendo com que passem por doutrinação, infelizmente, porque doutrinar, como sabemos, é diminuir aquele que ouve, o aprendiz, o doutrinado, o aluno.
Que fazer?
Nossos líderes estão mal.
Nosso mundo inteiro, unido pela aventura espacial em busca da razão, melhorou muito mais, mas agora há certa prostração. Quando lhes devolver o governo? Está essa destrutividade no âmago de sua formação? Nem podemos pensar que haja outras espécies racionais no universo partilhando a mesma sorte desses infelizes.
Estamos mal, mas vamos sair dessa porque amamos.
Serra, quarta-feira, 12 de setembro de 2012.
José Augusto Gava.

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